quinta-feira, 12 de abril de 2012

Petistas assuenses: sem candidatos e sem ação, mas com cargos comissionados


O PT do Assú, enfim, decidiu por assumir seu importante papel na politica assuense: figurante.

Mesmo sem exteriorizar verbalmente sua importância politico eleitoral, o PT assuense no ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2012, não contará com nenhum nome ‘de peso’ a concorrer ao executivo ou mesmo ao legislativo da cidade de Salete de Olga. Mas continuará a participar efetivamente e efusivamente da administração do prefeito Ivan Lopes Junior.

- Tal ‘decisão’ dos petistas veio a confirmar aquilo que todo mundo sabia: a indicação do nome da secretária de assistência social - afilhada politica da mãe do prefeito Ivan Lopes Júnior -, Maíra Leilane era apenas ‘coisa pra inglês ver’ e tinha a intensão de servir de bucha de canhão na guerrinha entre o prefeito e o pré candidato a vice-prefeito pelo PMDB, à época, Vieirinha.

- Pacificado o conflito, o PT emudeceu. Nenhum de seus filiados detentores de cargos comissionados na PMA pediu exoneração e, portanto, nenhum se credenciou a aventurar-se na disputa por um cargo eletivo no legislativo, nem mesmo Maíra Leilane, que por sinal, nunca demonstrou nenhuma simpatia em tamanha aventura.

Maasss, resta os neo petistas, os quais se filiaram na primavera passada. Aaahh, também resta o nome de João Nogueira, o qual não servia para ser indicado vice-prefeito, mas agora, quem sabe? Huuummm... hora de exercitar aquele velho ditado: vingança é um prato... João Nogueira não deverá aceitar ser guilhotinado, embora a ideia de Gillotin era tão somente a humanização e o fim dos privilégios, na hora da morte.
 
 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Prefeitura de Ipanguaçu esclarece: Ipanguaçu é maior que Natal


Nota de Esclarecimento

Devido à repercussão obtida em alguns veículos de comunicação sobre a licitação de nº 21/2012, que trata sobre fornecimento parcelado de combustíveis e lubrificantes, a Prefeitura de Ipanguaçu esclarece que:

1 – O valor estimado para abastecimento e aquisição de lubrificantes não necessariamente deverá ser utilizado em sua totalidade;

2 – Ipanguaçu tem área total de 374,239 Km2, mais do que o dobro da área do município de Natal e equivalente a 0,71% da superfície do Rio Grande do Norte. Além disso, mais de 60% de sua população reside em comunidades rurais distribuídas por sua extensão e que 9 de suas 10 escolas municipais estão localizadas na zona rural;

3 – A frota do município dispõe de 33 veículos, dentre eles 3 ambulâncias que trafegam constantemente e 7 ônibus escolares que transportam alunos pelo município durante dois turnos, sendo que dois deles ainda transportam universitários no turno noturno para os campus de Angicos da Universidade Federal Rural do Semiárido e de Assú da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte e, aos finais de semana, transporta alunos para o campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte no município de Macau. Há ainda 2 tratores que prestam serviços aos agricultores familiares do município, trabalhando aproximadamente 42 horas por semana, cada, e dois ônibus que transportam pacientes para realizarem cirurgias e/ou exames de alta e média complexidade em cidades como Natal (3 vezes por semana) e Caraúbas (1 a 2 vezes por semana);

A Prefeitura de Ipanguaçu informa ainda que todos os investimentos realizados com recursos públicos podem ser acompanhados através de seu Jornal Oficial, publicado na internet no site www.ipanguacu.rn.gov.br e afixado no mural da sede da Prefeitura, localizada na Avenida Luiz Gonzaga, 800, Centro – Ipanguaçu/RN.

Prefeitura Municipal de Ipanguaçu



Obs.: Como uma cidade com extensão territorial superior a da capital só possui dez escolas municipais? Só possui 33 veículos, três ambulâncias e sete ônibus a consumir no misero intervalo temporal de nove meses, hum milhão e quinhentos mil reais de combustíveis? Aaahh, Ipanguaçu ainda possui dois tratores e dois ônibus. Tudo bemmm... maaaasss Assú e Macau são cidades irmãs, quase siamesas, ou não?

Ademais, de fato os atos administrativos da prefeitura de Ipanguaçu estão publicados no Diário Oficial do Município, que por sinal, obedece a preceitos legais. Inclusive dentre estas publicações encontra-se a locação de uma camioneta, por seis mil e quinhentos reais mensais, a qual provavelmente está incluída entre os 33 veículos mencionados no item 3 da nota acima.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Divagações de Élio Gasparini: e se Demóstenes Torres fosse presidente do Brasil?

Élio Gasparini
Setembro de 2015: eleito presidente da República, em novembro do ano passado, Demóstenes Torres chegou ontem a Nova York para abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. Reuniu-se com o presidente Barack Obama, de quem cobrou uma política mais agressiva contra os governos da Bolívia, Equador e Venezuela, “controlados por aparelhos partidários que sonham em transformar a América Latina numa nova Cuba”. Antes de embarcar, Demóstenes abriu uma crise diplomática com o Paraguai, anunciando sua intenção de rever o tratado da hidrelétrica de Itaipu.

O presidente brasileiro assumiu prometendo fazer “a faxina ética que o país precisa”. Para isso, criou um ministério com superpoderes, entregue ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Numa reviravolta em relação a suas posições anteriores, o presidente apoiou um projeto que legaliza o jogo no país. Ele reestruturou o programa Bolsa Família, reduzindo-lhe as verbas e criando obstáculos para o acesso aos seus benefícios. Patrocinou projetos reduzindo a maioridade penal para 16 anos, e autorizando a internação compulsória de drogados. Determinou que uma comissão especial expurgue o catálogo de livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação. Atualmente, percorre o país pedindo a convocação de uma Assembleia Constituinte. A oposição do Partido dos Trabalhadores denuncia a existência de uma aliança entre o presidente e quase todos os grandes meios de comunicação do país.

Ao desembarcar no aeroporto Kennedy, Demóstenes ironizou as críticas à presença de uma jovem assessora na sua sua comitiva: “Lamentavelmente, ela não é minha amante, porque é linda”. À noite o presidente compareceu a um jantar no restaurante Four Seasons, organizado pelo empresário Claudio Abreu, que até março de 2012 dirigia um escritório regional de relações corporativas da empreiteira Delta. Abreu é o atual secretário-executivo da Comissão de Revisão dos Contratos de Grande Obras, presidida pelo ex-procurador geral Roberto Gurgel. Chamou a atenção na comitiva do presidente o fato de alguns integrantes carregarem celulares habilitados numa loja da rua 46. Eles são chamados de “Clube do Nextel”.

Em 2012 a carreira do atual presidente foi ameaçada por uma investigação que o associava ao empresário Carlos Augusto Ramos, também conhecido como “Carlinhos Cachoeira”, marido da ex-mulher do atual senador Wilder Pedro de Morais, que era suplente de Demóstenes. O trabalho da Polícia Federal foi desqualificado pela Justiça. O assunto foi esquecido quando surgiram as denúncias do BolaGate contra o governo da presidente Dilma Rousseff envolvendo contratos de serviços e engenharia de estádios para a Copa do Mundo, cancelada em 2013. A eleição de campeões da moralidade é um fenômeno comum no Brasil. Em 1959 Jânio Quadros elegeu-se montando uma vassoura. Em 1989, triunfou Fernando Collor de Mello. O primeiro renunciou numa tentativa de golpe de Estado e terminou seus dias apoquentado por pressões familiares para que revelasse os números de suas contas bancárias no exterior. O segundo deixou o poder acusado de corrupção e viveu por algum tempo em Miami, elegeu-se senador e apoiou a candidatura de Demóstenes. O tesoureiro de sua campanha foi assassinado.

Presente ao jantar do Four Seasons, o empresário Carlos Augusto Ramos não quis falar à imprensa. Ele hoje lidera o setor da industria farmacêutica brasileira beneficiado pelos incentivos concedidos no governo anterior. Ramos chegou acompanhado pelo ministro dos Transportes, Marconi Perillo, que governou o Estado do presidente e foi o principal articulador do apoio do PSDB à sua candidatura. Uma dissidência do PT, liderada pelo deputado Rubens Otoni, também apoiou a candidatura de Demóstenes. O presidente anunciou que a BingoBrás será presidida por um ex-petista.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Policia sob investigação


Segundo o Jornal Tribunal do Norte deste domingo, foi criada comissao triplice para apurar a pratica de assassinatos, tráfico de drogas, formação de quadrilha, extorsão, corrupção e tráfico de influência realizada por agentes públicos. A Comissão é formada pelos delegados João Bosco Vasconcelos de Almeida, Laerte Jardim Brasil e Marcus Dayan Pereira Teixeira de Vasconcelos.

Ainda segundo a Tribuna do Norte, tais atos ilicitos objeto de apuração pela coissão constituita eram praticados exatamente por que tinha o dever moral e legal de coibi-los: delegados e agentes da policia civil, além de um agente da policia federal e de um funcionario aposentado da Assembleia Legislativa.

Todo esse absurdo e tentativa de exorcismo da ‘banda podre’ do aparato policial do RN está descrito na materia intitulado de Delegados sob investigação, do Jornal Tribuna do Norte.

domingo, 8 de abril de 2012

Cabo de Guerra: Prefeitura do Natal x SINSENAT


A Prefeitura do Natal solicitou judicialmente a ilegalidade da greve dos professores, conseguiu, emitiu nota e... o Sindicato que representa varias categorias de profissionais da PMN também emitiu nota e promete amanha interditar a Rua Ulisses Caldas, em frente ao Palácio Felipe Camarão para protestar contra ‘os descompromissos da administração de Micarla'.
Portanto, amanhã é dia de caos dobrado para os usuários de transporte coletivo de Natal. Ninguém trafegará, motorizado, pela frente da sede da prefeitura do Natal.
Abaixo as notas emitidas pela PMN e SINSENAT, respectivamente.
COMUNICADO À POPULAÇÃO SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE NATAL
Cumprindo o seu dever constitucional de garantir a educação pública e considerando a quebra de compromisso por parte do Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Rio Grande do Norte, que rompeu acordo firmado com o Município, a Prefeitura do Natal comunica aos senhores pais de alunos da rede municipal de ensino e à população em geral que ingressou, nesta terça-feira, 3 de abril, com ação judicial em que pede a decretação da ilegalidade da greve iniciada no último dia 2.

Consciente dos esforços feitos desde 2009 para garantir remuneração dos professores acima do piso salarial nacional, a Prefeitura do Natal faz os seguintes esclarecimentos:

Enquanto a grande maioria dos municípios e alguns estados brasileiros lutam para garantir o pagamento do piso salarial de R$ 1.451,00 aos educadores que trabalham 40 horas semanais e proporcional aos que trabalham 20 horas (R$ 725,50) e 30 horas (R$ 1.038,25), em Natal os pisos pagos aos educadores são os seguintes:

R$ 2.426,00 (40 horas), R$ 1.819,50 (30 horas) e R$ 1.213,00 para 20 horas. São valores 67 por cento acima dos respectivos pisos nacionais. Isto sem contar com o reajuste proposto de 10 por cento este ano, aceito e depois recusado pelo SINTE-RN, o que elevaria os pisos pagos pela prefeitura para R$ 2.668,60, R$ 2.001,35 e R$ 1.334,30.

Tal reajuste, proposto e assinado pela Prefeitura com o SINTE faria com que os salários pagos pelo Município de Natal ficassem 83,9 por cento acima dos respectivos pisos salariais nacionais.

E isto só se tornou possível porque nos últimos três anos a Prefeitura Municipal promoveu seguidos reajustes que acumularam 34,95 por cento. Com os dez por cento propostos este ano, o reajuste acumulado chegará a 48,5 por cento.

Diante da decisão de uma assembleia do SINTE de entrar em greve, desautorizando uma outra assembléia realizada apenas seis dias antes, não restou outro caminho à Prefeitura senão cancelar o reajuste proposto e recorrer à Justiça, a quem cabe, no Estado Democrático de Direito, arbitrar os conflitos e resguardar direitos.

A Prefeitura lamenta, por fim, a decisão da categoria de entrar em greve porque entende que o movimento é extremamente punitivo para crianças e jovens que freqüentam a rede municipal de ensino, como também para suas famílias.

A Prefeitura entende que interesses eleitorais e disputas internas no SINTE não podem e nem devem se sobrepor ao direito de crianças e jovens a uma Educação Pública feita por quem tem verdadeiramente compromisso com a sua formação.

PREFEITURA MUNICIPAL DO NATAL


NOTA DO SINSENAT
“A data-base é lei, é um direito do servidor! Ilegal, abusivo, revoltante é o pagamento superfaturado de precatórios; são as péssimas condições de trabalho impostas aos servidores municipais que se encontram sem fardamento, vale-transporte, 1/3 de férias em atraso e centenas deles ainda lutam pela paridade e pelos seus adicionais de função. Vamos continuar na luta!
Por três meses tentamos, exaustivamente, negociar com a Prefeitura do Natal o cumprimento da data-base e demais reinvindicações dos servidores municipais. Neste tempo tivemos acordos não cumpridos e pleitos que chegaram a ser publicados no Diário Oficial, mas, não foram implantados no contracheque do servidor, como o Adicional da Banda Sinfônica.
A Greve é um instrumento de luta do trabalhador, é um direito e deve ser respeitado. Convocamos todos os servidores municipais a estarem presentes no acampamento da segunda-feira, 09/04, 9 horas, em frente à Prefeitura. A Greve dos Agentes de Saúde está decretada e mantida a partir de segunda-feira, 09/04.
A LUTA CONTINUA!
SINSENAT – SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE NATAL.
SINDAS – SINDICATO DOS AGENTES DE SAÚDE.”

Resultados de hoje da nona rodada do campeonato potiguar


FRASQUEIRAO

ABC 2 x 0 Caicó

MARIZÃO

Alecrim 2 x 1 Santa Cruz

EDGARZÃO

ASSU 1 x 1 América Corinthians

NOGUEIRÃO

Potiguar 0 X 0 Palmeiras

BEZERRÃO

Corinthians 0 x 3 Baraúnas



Times a disputar a segunda fase – semi final no próximo dia 15/04, às 16 horas

FRASQUEIRÃO

ABC x América

NOGUEIRÃO

Baraunas x Santa Cruz

Conto de um professor arrependido

Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

Embora, tendo sido alertado por Fernando Pessoa – de que “Se o coração pudesse pensar, pararia”-, faço essas minhas confissões, com ele, com o coração. Até porque, pouco me importa se ele parar neste momento: estou mesmo no meu fim e, por isso, tenho a lucidez, de quem está morrendo, diante de mim.

Ah! Além da lucidez, tenho também a dor. A difícil e incontrolável dor. Não das metástases, que teimam em ganhar a minha corrente sanguínea, atingindo os meus ossos: não é a dor do meu corpo, tomado de células cancerosas, da minha próstata, que me dói. E sim, a dor da minha alma. E como ela dói. Dói por saber que dos meus 65 anos de vida – quarenta dos quais dedicados ao ensino médico-, não consegui cumprir a minha missão: fracassei como professor.

Dizem os gnósticos que “pecar é errar o alvo”… e eu pequei! Pequei por ensinar aos meus alunos, não o essencial… Ensinei-lhes sobre ressecções e reconstruções; sobre qual a melhor incisão; o melhor fio de sutura a ser empregado em cada tecido, etc. etc., mas, deixei de ensinar-lhes sobre a verdadeira essência da medicina – que é a mesma da vida: “amar o próximo, como a nós mesmos!”

Ah! Quantas não foram às vezes que ao chegar, todo engravatado, cheio de empáfia, adentrando nas enfermarias, parecia mais um deus. Alguém que estava acima do bem e do mal. Um ser infalível e, o que é pior, essencialmente frio. Sem sentimentos e muito menos sem compaixão.

Aí, ficava fácil juntar os residentes e doutorandos, em volta do doente, e nem ao menos lhe perguntar o seu nome; de onde ele vinha; se tinha família; se tinha um emprego; quais eram os seus sonhos… Nada. Absolutamente nada importava, a não ser a sua queixa principal, o seu exame físico, nem sempre minucioso e, principalmente, os seus exames complementares.

Como adorava ficar mostrando todas aquelas películas de tomografia, apontando o lugar da doença e dizendo qual a operação seria realizada… Neste cenário de insensibilidade – entre as rivalidades sublimadas de staffs, residentes e doutorandos-, o paciente limitava-se apenas a exercer o seu papel de ator coadjuvante, onde ter um número do leito e um diagnóstico bastaria…

Meu Deus! Quantas não foram às vezes em que dizia: “Não se envolvam com os pacientes! Mantenham-se distante. O nosso papel é chegar, identificar o ‘erro’, consertar e cair fora”. Por isso, é de se entender que mesmo tendo operado mais de 400 casos, por ano, ao longo de todo esse período, não consigo me lembrar de nenhum rosto, dos meus pacientes.

Nunca cheguei a olhar para eles, como seres humanos. Que pena… Afinal, “os olhos são as portas da alma”. É através deles, que poderemos enxergar a tristeza e a aflição do individuo que sofre pela sua doença.

Diz o Eclesiastes que “o sábio tem olhos, mas o tolo caminha na escuridão”. Então eu me pergunto: “Por que fui tão tolo? Por que fui tão cego? Por que via e não enxergava?” Via órgãos doentes; não enxergava pessoas doentes. E essa minha cegueira foi responsável pela formação de várias e várias gerações de máquinas repetidoras de solicitar exames… Não formei médicos, infelizmente…

Certa vez, o escritor Berkeley disse que o gosto da maçã não estava nem na própria maçã, nem na boca de quem a come. Na verdade, para surgir o gosto, é preciso um contato entre elas – a maçã e a boca. O mesmo acontece na medicina. Sozinhos, médicos e pacientes, nunca serão capazes de degustar o verdadeiro sabor, desta maravilhosa profissão. É na interação entre eles, na relação médico-paciente, respeitosa das identidades e dos respectivos nomes, que poderemos provar o melhor de todos os manjares dos deuses: o amor.

Era por isso, que sentenciou Harold Kushner: “Nenhum de nós conseguirá ser verdadeiramente humano em situação de isolamento. As qualidades que nos fazem humanos só emergem através das maneiras pelas quais nos relacionamos com os outros”. Então, para a pergunta de Drummond -“Que pode uma criatura senão, entre criaturas amar?”-, a resposta é sim! E a medicina é antes de tudo um ato de amor. Pena que só agora percebi isso…

Tinha razão Jung quando escreveu que só o médico doente é capaz de curar. Pois, só quando nos colocamos no lugar daquele que sofre, quando assimilamos todas das suas mais terríveis provações – desde a longa espera nos nossos consultórios, passando pela difícil comunicação de um diagnóstico de câncer até uma cirurgia mutiladora… – é que conseguiremos entender o que é ser médico.

Ah! Se as escolas médicas, deste país, começassem a fazer uma autocrítica dos seus projetos pedagógicos (onde cargas horárias extensas, de matérias puramente tecnicistas, fossem substituídas, por momentos, como muito bem retratado, por Samuel Luke Fildes, que teve a lucidez de colocar o médico, simplesmente, ao lado da criança que estava morrendo, para mostrar-nos que “o sofrimento somente é intolerável quando ninguém cuida”, como disse Cicely Saunders).

Pois bem! É para vocês, meus caros alunos de medicina – que representarão sempre o futuro da nossa profissão-, que escrevo esta minha última lição. Deixo aqui, o relato de quem teve a oportunidade de ter vivido e não viveu. De quem poderia ter amado e ser amado. De quem não soube aproveitar o dom que me foi dado…

P.S. Dedico este texto ao Jornalista Carlos Santos, que como muitos clamam por uma medicina mais humana.

Francisco Edilson Leite Pinto Junior É professor, médico e escritor.

 - Transcrito do Blog de Carlos Santos

Cultura no calçadão

sábado, 7 de abril de 2012

Curtissimas culturais

ENTRE O AZUL E O INFINITO
O escritor e membro da União Brasileira de Escritores, Eduardo Gosson lançará no próximo dia 27, na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras seu ENTRE O AZUL E O INFINITO, pelo selo Nave da Palavra, que faz parte da Coleção Antônio Pinto de Medeiros.

Sexta feira cultural
Na sexta feira 13 do mês de abril, as 20 hora, acontecerá o 13º Encontro de Violão Amador de Parnamirim, na sede do Sindicato dos trabalhadores e Servidores Públicos do Município, localizado à Rua Albertina de Oliveira, no Vale do Sol. O evento que tem como objetivo reunir os amantes da boa musica, convive solidariamente com outras formas de artes, como o artesanato, as artes plásticas e a fotografia. O 13º Encontro de Violão amador de Parnamirim conta com o apoio da Fundação de Cultura de Parnamirim e homenageará o músico Iran Marrocos.

Exposição no IFRN
TEXTURAS, exposição da oficina de papel artesanal e cartonagem do IFRN da cidade Alta, em Natal, será aberta também na próxima sexta feira 13 e perdurará até o dia 01 de maio. A visitação está aberta ao publico das oito da matina às nove da noite, de segunda a sexta feira. Entrada franca.

Escapada, no Centro de Covenções
O projeto Palco Giratório, do Sesc, apresentará no dia 12 de abril (quinta feira) o espetáculo Escapada, no anfiteatro do Centro de Convenções de Natal. “Escapada” será encenado pela Companhia Mario Nascimento, de Minas Gerais, e terá inicio às 20 horas. A entrada custará apenas um quilo de alimento não perecível.

Amanhã, ASSU x América no Edgarzão

Ator que representa Judas se enforca durante apresentação em Itararé, SP


Ator que representa Judas se enforca durante apresentação em Itararé, SP (Foto: Sandro Azevedo - Virtual Guia)O ator Tiago Klimeck que representava Judas, ontem a noite na encenação da Paixão de Cristo na Praça Matriz de Itararé/SP, enforcou-se acidentalmente ao confundir os nós da corda do cenário. O socorro demorou cerca de quatro minutos a acontecer, tendo em vista que a cena de enforcamento era prevista.

O estado de saúde de Tiago Klimeck é gravíssimo e hoje ele foi transferido para a UTI de um hospital na cidade de Itapeva.


Mensagens de Gustavo Fernandes






quinta-feira, 5 de abril de 2012

Questões asinina

Willian Vieira
Há cerca de um mês, a notícia de que o apocalíptico fim do jumento nordestino estaria próximo se espalhou pelo Rio Grande do Norte. Os chineses chegavam para levar os burros embora. Pior: os burros é que estavam prontos para deixar a terra natal e navegar até as mesas dos famintos chineses, já a salivar pela carne do bicho que fora um dia o símbolo do trabalho no Nordeste brasileiro. Explica-se: por enquanto, os burros não vão a lugar algum. Um mero protocolo de intenção foi assinado, no ano passado, entre a secretaria de agricultura do estado e uma empresa chinesa, para exportar 300 mil “unidades”. Mas foi só há poucos dias, quando o fato vazou, que a questão asinina passou a dividir a opinião da população potiguar, devolvendo ao jegue – então acostumado a ser apontado como problema e relegado, coitado, ao vácuo simbólico deixado pela mudança econômica – o status genuinamente nordestino.
De fato, quando os chineses buscaram no Nordeste uma fonte perene de carne asinina, o jegue já estava fora de moda. Com a venda de motocicletas em alta graças a macias prestações, a maioria das famílias que usava o bicho para transporte (de gente ou de carga) trocou a alfafa pela gasolina e montou na garupa da modernidade. Quatro patas não batem duas rodas, que não empacam e bem menos incomodam, diria o repentista. A moto não urra nem estaca (ao menos não por teimosia), não evacua no caminho nem fica doente – nada que não se possa consertar com graxa e jeitinho brasileiro. Menos sentimental que o jegue, cuja fama de bicho invocado rendeu ditados e xingamentos (seu burro!), na briga entre animal e máquina, a moto ganhou o páreo. E o jegue, pra variar, ficou pra trás, empacado no tempo.

Por que então não juntar o útil ao agradável, opinou a ala pragmática e capitalista do Rio Grande do Norte? Afinal, desde seu declínio como meio de transporte, acentuado nos últimos 15 anos, o jegue tem incomodado. Sobrevivente nas condições mais severas, justamente o que fez seu império no sertão nordestino assim como nos bíblicos desertos do Egito, o jegue, mesmo abandonado, sem comida ou bebida, comiseração ou afeto, resiste a vagar pelo nada, negando-se a morrer. Estudos arqueológicos sugerem que o Equus asinus, espécie domesticada originada no norte da África há milhares de anos, tinha lá seu valor. Não só as ossadas analisadas têm o típico arqueamento da coluna, como foram encontradas nas próprias tumbas dos faraós.
Mas hoje ninguém quer os teimosos. Nas feiras potiguares, os velhos jegues são vendidos por um real, muitas vezes para serem sacrificados e virarem mortadela sem exatamente um certificado de origem controlada. Quando escapam à sorte da faca, no afã do desespero da fome, invadem as roças e comem as poucas plantas que verdejam no sertão. Nômades do deserto, páreas excomungados, os jegues não só insistem em viver, mas teimam em procriar. Assim, filhotinhos de jegue aparecem displicentes nas fotos de quem passeia pelas estradas vicinais do grande sertão nordestino. Acidentes também se repetem: animais atropelados na escuridão noturna trazem morte aos dois lados do choque. Assim, a solução mais à mão é a que vale. Basta a cidade prosperar, as motos gritarem nas ruas, e um jogo de gato e rato surge na calada da noite. Uma prefeitura manda encher um caminhão com jegues, que dormem em casa e acordam na cidade vizinha. À noite, são despejados na próxima. E assim por diante.
Bicho ruim, o jegue. Mas foi dessa ruindade que gerações de nordestinos viveram. Não era outro bicho a carregar no lombo moringas com água e sacos e gente, muita gente nascida e morrida na vida severina do sertão – senão o jegue. Eis o argumento da ala opositora à exportação, ciosa do valor histórico do bicho. No site Petição Pública, um abaixo-assinado contra a “carnificina” que a China, país que “não prima pelo bem estar de seus animais”, estaria prestes a impor diz: enquanto os jegues sempre foram os companheiros do Nordestino, “os verdadeiros asnos que causam acidentes muito mais graves são aqueles que usam ternos caros e exercem cargos públicos!”
Não é de hoje que o jegue é animal dado a polêmicas. Nos anos 60, quando a carne asinina nordestina passou a ser vendida para o exterior, um certo padre Antônio Vieira, de Várzea Alegre, Ceará, protestou. Homônimo do grande orador do século XVII e ferrenho defensor da dignidade do bicho, o padre foi um seminarista brilhante, estudou filosofia na Itália e nos Estados Unidos, até de descobrir como a lei divina dos homens poderia proteger as bestas. Em 1954, ao ler sobre o massacre mensal de mil jegues para pesquisas científicas, decidiu tomar partido desse bicho que, dizia, “é como a Santíssima Trindade ou como a penicilina. Faz tudo e mais um pouco.”
Vieira fundou o Clube Mundial dos Jumentos, que tinha Brigite Bardot como membro e dez mandamentos na linha socrática do “Só sei que nada sei”, sendo o primeiro “reconhecer a própria burrice”, o terceiro “evitar e empáfia de dialético” e o sexto “transmitir aos demais jumentos o que sabe”. Criou também o Museu do Jumento. Ministrou cursos sobre como tratar o animal – no final entregava um diploma em latim, assinado pelo asinus maximus (ele) e subscrito pela máxima: “Até ontem você foi um burro, mas a partir de hoje será um jumento”. E escreveu ainda um calhamaço de 1,2 mil páginas em quatro volumes intitulado O Jumento, Nosso Irmão.
Em Bom Dia Para Nascer, Otto Lara Rezende ironicamente elogia o trabalho do cearense. O padre Vieira português, jesuíta mais antigo, defendera os índios de então, tirando-lhes (em parte) da escravidão do trabalho para enfiá-los na escravidão do espírito. Mas hoje os índios estariam bem protegidos, escreveu Rezende. “Não está certo deixar o burro exposto à chacota geral.” Graças a Deus nasceu um segundo missionário. Pois quem mais protegeria o “perissodáctilo pacato e amigo do homem”, se não fosse o padre Vieira de Várzea Alegre, Ceará?
Nos anos 60, o padre dos burros foi eleito deputado federal e usou o próprio plenário para falar contra a matança dos jegues para exportação: tal comércio se encerrou à época. Pouco tempo depois, Vieira teve os diretos políticos suspensos pela ditadura – não por causa do posicionamento em prol dos asininos, espera-se. Só nos anos 90, sua obra virou referência asinina internacional, quando uma ONG traduziu o primeiro volume do livro, publicado pela American Donkey and Mule Society como The Donkey, Our Brother. Quando morreu, em 2003, aos 83 anos, o padre Vieira de Várzea Alegre, Ceará, recebeu um obituário do jornal britânico The Telegraph, por ter “devotado quase cinquenta dos seus 60 anos de ministério a essas bestas”.
A herança vingou. O professor Sebastião Breguez analisou, em seu artigo, o “caso do jumento”. Após um apanhado das aparições asininas na Bíblia, como a passagem em Marcos na qual Jesus entra em Jerusalém num burrinho, ele avança na história e crava: “No Brasil, o jumento foi meio de transporte importante para o redescobrimento do país pelos bandeirantes, forçando Portugal e Espanha a romper com o Tratado de Tordesilhas. Também foi elemento importante para o fim da Escravatura, pois substituiu a força de trabalho escrava a partir de meados do século XIX.” E conclui: “O jumento é para o nordestino o mesmo que o camelo é para o árabe ou o beduíno do deserto. E foi salvo pela estratégia de comunicação usada pelo padre Vieira.”
Sem o padre, os asnos ficaram a mercê da fome chinesa, que devora um milhão e meio de jegues por ano. Não que se coma jegue na China como nós comemos galinha no Brasil. A carne é cara. Mas é só entrar em um restaurante típico no centro de Pequim e olhar no cardápio com caracteres em mandarim e fotos dos pratos para perceber que as opções são muitas para não incluir algum animal estranho ao decoro ocidental. Basta balançar as mãos sobre a cabeça como longas orelhas e urrar um pouco (!) para um prato fumegante de burro aparecer sobre a mesa. No melhor restaurante de pastéis cozidos de Pequim, a carne asinina é iguaria. O pior: pastel de burro é bom.
Tão bom que os chineses hão de insistir na saborosa parceria com os potiguares. Estatísticas pouco confiáveis estimam que a população asinina do Nordeste, que já foi de 17 milhões em 1964, seja hoje de um milhão. Ou seja: se a parceria vingar antes de a tal transferência de tecnologia chinesa aumentar a produtividade dos bichos potiguares, em menos de um ano os chineses comeriam todos os jegues nordestinos.
Afinal, “os jegues estão marchando na contramão da História”, afirmou Geraldo de Macedo, secretário de agricultura de Currais Novos (RN). Se consultado fosse sobre o destino dos bichos por quem tanto lutou, o padre Vieira (de Várzea Alegre, Ceará), de além-túmulo haveria de fazer sua a clássica frase latina: Plus potest negare asinus quam probare philosophus. “Mais pode o burro negar do que o filósofo provar.”

Câmara de Natal discutirá o SISU


Através de solicitação do vereador George Câmara, acontecerá na sede do legislativo natalense uma audiência pública para discutir a utilização do Sistema de Seleção Unificado (SISU) para acesso a UFRN.
A audiência pública está marcada para a próxima segunda feira, as 14:30 horas.

Ipanguaçu: gastos compativeis com a arrecadação!


O crescimento econômico e social da cidade de Ipanguaçu, localizada no coração do Vale do Açu, é algo visível e inteligível e, diante de tamanho desenvolvimento, a prefeitura da cidade resolveu locar uma camionete (para uso do chefe do executivo municipal) a diesel, com direção hidráulica e ar-condicionado, pela bagatela mensal de seis mil e quinhentos reais, bem como está decidida a gastar em combustível e em lubrificantes automotivos nos próximos nove meses do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2012, cerca de um milhão e quinhentos mil reais.

- Logicamente que o combustível e os lubrificantes contratados a um posto localizado no município de Ipanguaçu são para ser utilizados por toda a frota municipal, inclusive a camioneta recentemente locada por seis mil e quinhentos reais.

Aaahh, tanto a locação quanto à aquisição de combustível e lubrificante passaram por procedimento licitatório realizado pelo pregoeiro da PMI.
Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre, também, alguma razão na loucura
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 Nietzsche em Zaratustra
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Bom dia!

Prefeitura do Assú distribuirá peixe para o povo


A prefeitura do Assú amaistarde, assim por volta das 10 horas da matina, realizará ato solene para entregar peixes aqueles cidadãos que se encontram em situação de insegurança alimentar e que estejam inscritos no Cadastro Único. Cerca de 4 toneladas de pescado serão entregues a população de baixíssima renda (em média um salario minimo por família) da cidade do Assú, até a próxima sexta feira.

O ato solene contará com a presença do prefeito Ivan Lopes Júnior, de Betinho Rosado, secretário de agricultura, de Ronaldo Cruz e Isaac Alves, diretor da Emater e coordenador estadual do compra direta, respectivamente.

A efetivação da ação cristã que acontecer amaistarde e nos próximos dias em Assú faz parte de um programa financiado pelo governo federal, em parceria com a secretaria estadual da Agricultura, pecuária e pesca, bem como da logística da prefeitura do Assú.
 

Ditadura: lembrar para combater


Há quarenta e oito anos tinha inicio no Brasil o período mais nebuloso e irracional de sua historia politica: a ditadura militar de 1964.

Sob alegações frágeis e faminta para apoderar-se do poder politico e econômico do Estado brasileiro, parcela significativa das forças armadas, da burguesia, dos latifundiários e da igreja católica não mediram esforços para destroçarem lares, silenciarem a juventude, estraçalharem instituições, afogarem sonhos, propagarem o medo e a obediência apenas com o intuito de manter seus status quo. Toda essa ganancia e arrogância não pode ser esquecida.

Lembrar e bradar os nomes daqueles que covardemente utilizava-se de meios abomináveis para silenciar cidadãos brasileiros que cometiam o ‘terrível crime’ de lutar por uma sociedade mais justa e democrática é uma das formas de dizer pra eles, que o tempo passou, o Brasil mudou, mas os brasileiros não esqueceram suas atrocidades e que não permitirão que elas voltem a acontecer.

Aniversário do Jornal O Público

Demóstenes Torres: caminhando em direção ao ostracismo


Processo avaliará 'reiterados desvios éticos' do senador democrata - Ed Ferreira/AENo meio de tantas turbulências, o senador Demóstenes Torres está contando às horas que faltam para a chegada do feriado da semana santa. Tanta ansiedade tem uma razão obvia: o Congresso estará vazio; Brasília estará vazia; a maioria da população brasileira estará mais preocupadas em passear, curtir a família, os amigos e, portanto, ele poderá redigir com mais tranquilidade o seu ultimo discurso como Senador da República brasileira.

O ex promotor de justiça e ex líder do DEM no senado necessitará de toda a tranquilidade para afirmar categoricamente em seu discurso de renuncia,  que provará sua inocência (mesmo com ‘o mundo’ dizendo o contrário), e que entende as razões que levaram seu partido, a lhe virar as costas e a pedir sua expulsão. Tudo isso, sem magoas, claro.

A cachoeira do DEMóstenes

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A terra devastada


Abril é o mais cruel dos meses, concebendo

Lilases da terra entorpecida, confundindo

Memória com desejo, despertando

Lerdas raízes com as primeiras chuvas.

O inverno aqueceu-nos, recobrindo

A terra na esquecida neve, alimentando

Um resto de vida na secura dos tubérculos.
[...]

T. S. Eliot