terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Júlio Lima é o grande vencedor do MPBeco

Júlio Lima leva três prêmios da 8a edição do festival“Mesmo com todas as dificuldades para se realizar um evento focado na música autoral, vi muita gente cantando junto e vibrando a cada concorrente que subia no palco do MPBeco. A questão não é falta de público, e sim a falta de espaço para os artistas locais na maioria das rádios e tevês. Já pensou se intensificassem a divulgação? Estaríamos em outro patamar”, garante o cantor e compositor Júlio Lima. Grande vencedor da oitava edição do Festival MPBeco, Júlio defendeu a canção “Lilly e a Ponte” e faturou os prêmios de segunda Melhor Música e Melhor Arranjo; ainda dividiu o título de Melhor Intérprete com Ângela Castro e o trio poético-sonoro Gato Lúdico.


Ângela, da banda Rosa de Pedra, na ocasião em performance solo, também levou para casa o prêmio de Melhor Música por “Qualquer um”. Já o grupo Gato Lúdico, formado por Carlos Lima, Vicente Vitoriano e Artemilson Lima, ficou com o terceiro lugar com a música “Dia vermelho”. 
A final do MPBeco aconteceu no último sábado (31), na Cidade Alta, e reuniu 10 concorrentes e vários estilos: do hip hop ao samba, do rock à música popular. Ao todo foram distribuídos seis prêmios em dinheiro para as três melhores músicas, arranjo, intérprete e voto popular – este último concedido ao samba “Brasil de Mitos e Cantos”, de Heriberto 'Zorro' P. da Silva.


“Superou todas as expectativas: queríamos, pelo menos, entrar no páreo pelo prêmio de Melhor Arranjo (para Franklin Nogvaes)”, comentou o baixista Júlio Lima, que, inclusive, é instrumentista na banda Gato Lúdico, sobre o resultado. “Minha voz não está 100%, estou passando por tratamento médico nas cordas vocais, e com esse 2º lugar como Melhor Música só tenho a comemorar”.

A canção “Lilly e a Ponte” é antiga, estava guardada, pelas contas do autor, há uns oito anos. Inspirada no espetáculo de teatro “La Serpento”, do diretor Véscio Lisboa, encenada em 1977 sobre um barco no meio do Rio Potengi, o nome Lilly faz alusão direta à cobra jibóia que fazia parte do 'elenco' e em determinado momento 'tocava o terror' em elenco e público. “O rio também é uma serpente, o barco serpenteia pelo Potengi”, comentou Lisboa na época. 

Já a “ponte”, segundo Júlio, é “o elo artístico entre sul e norte, entre uma margem da cidade e outra”, sugere o músico, que confessou ter feito inscrição no último dia do prazo. “Antes desse show, essa música só existia em uma gravação rudimentar caseira. Até então era inédita”, contou.

- Transcrito da Tribuna do Norte

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